Sociedade Musical e Desportiva de Caneças
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Breve Historial do Teatro
na Sociedade Musical e Desportiva de Caneças

As manifestações recreativas ligadas ao Teatro consituem um marco importante na vida da Sociedade Musical e Desportiva de Caneças.

Grupos de Teatro, com os seus ensaiadores, faziam as delícias da assistências. Jovens Canecences de diferentes épocas mantiveram vivo o gosto e o empenho pela dramatização.
Reconhecido o seu valor, percorriam os arredores da freguesia preenchendo o programa de outras Sociedade Recreativas.

A actividade teatral parece ter tido uma aceitação muito grande junto da população de Caneças e os primeiros registos apontam para 1922 a primeira actuação de um grupo de teatro na localidade, muito antes da fundação da "Casa da Sociedade" em 1944.

As Sedes provisórias da colectividade acompanharam a actividade dos grupos de teatro e um dos primeros locais de ensaio e representação de peças de teatro foi a antiga "Casa do Magalhães", hoje ocupada pelo restaurante "O Cartaxeiro". Posteriormente viria a acontecer o mesmo no "Manuel Nunes" e, mais tarde, na "Casa do Trenas".

A vontade de todos quantos participavam na actividade teatral permitiu comtemplar o seu público com representações de peças que se dividiam em quatro géneros: drama, comédia, opereta e revista.

Entre as várias peças representadas, destacam-se, na comédia “o copo do Paulino”, “Casamento por anúncio”, “O criado destraído” e “Baptizado em Caneças”. Na revista salientam-se duas peças “Caneças que bela que tu és” e “Caneças à Papo-seco”.

Graças à dedicação dos “Amadores de Teatro”, actores e ensaiadores, foi possível manter o teatro na Sociedade Musical de Caneças. O empenho de todos os intervenientes quer nos ensaios das peças quer na aquisição de todo o material necessário e a execução de cenários, alargava-se aos grupos musicais da Sociedade, à Banda e ao grupo de Jazz “Orquestra Ideal”. Alguns dos músicos dedicavam-se a compor as músicas para as peças e colaboravam na apresentação das mesmas.

Durante a década de setenta, o teatro viveu um período critico, em parte motivado pela situação politica e socio-economica que atravessava o País e que culminou com um tempo de paragem, depois de algumas "visitas" das autoridades policiais à sede da colectividade para observar o trabalho desenvolvido.
O teatro reaparece no final daquela década pela mão de um grupo de jovens, sob a designação "Casanova". Durante esse período, entre algumas tentativas falhadas, foram apresentados os trabalhos "O Marido de Duas Mulheres" e a peça infantil "Zé Pimpão, João Mandão e os Sapatos Feitos à Mão". Esta última passou por alguns palcos do Concelho de Loures e arredores, no âmbito de um programa especifico do FAOJ. Na altura, entre outros, era ensaidor o saudoso Alfredo Paisana, figura emblemática da Colectividade.

Em 1987 o “T.A.C.-Teatro Amador de Caneças”, uma remanescência do grupo anterior, reanimou a vontade de voltar a fazer teatro em Caneças. Nesse ano, foi necessário reorganizar a actividade teatral com apelo à participação de pessoas para o grupo.
Com o objectivo de reiniciar esta manifestação cultural, o T.A.C. levou à cena a comédia “O copo do Paulino” que havia sido exibida pela primeira vez na S.M.D.Caneças no ano de 1961. De seguida foi apresentada a peça infantil “Gertrudes, a maquineta maravilha”, exibida em várias localidades do Concelho de Loures, no âmbito do programa “Jornadas de Teatro” da iniciativa da autarquia. Em 1989 o T.A.C. exibiu ainda “Uma chávena de chá”, por ocasião do aniversário da colectividade. O grupo interrompeu a sua actividade em Agosto do mesmo ano

O ano de 2000, marcou uma nova etapa na vida desta colectividade com o aparecimento do “Artecanes Teatro”.

Os Encontros com o Teatro em Caneças, que se vem realizando desde 2004 e sempre em todos os fins-de-semana do mês de Maio, trouxeram já à nossa sala muitos grupos que mostraram as várias formas de apresentação em palco sendo apadrinhados pelos actores Morais e Castro (2005), Diogo Morgado (2006) e Maria do Céu Guerra (2007).

O Artecanes Teatro conta com o encenador Joaquim Miguel Guerreiro e um leque de quinze elementos, todos eles apaixonados pela representação e dedicados ao lema que vamos manter bem vivo o teatro em Caneças.

Trabalhos já apresentados:

•  “Voar” adaptação do conto de Luís Sepúlveda “história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar”;

•  “Espírito de Natal” de Joaquim Miguel Guerreiro;

•  “Professor de Piano” de Jaime Salazar Sampaio;

•  “O Auto da Razão” de Jorge Palinhos.

•  “Cama, Mesa e Roupa Lavada” de Arnaldo Leite e Carvalho Barbosa

•  “As Pessoas e as Personagens” textos de Jaime Salazar Sampaio

 

Em palco a comédia em três actos

•  “Em Casa de Panov” adaptação do texto de Pedrosa Ferreira (história de Natal)


Esta é a resenha possível com os dados disponíveis. Gostaríamos obviamente que ela fosse complementada com datas, nomes, locais, etc., e outros factos relevantes relacionados com este tema. Solicitamos por isso a todos os "passantes" por aqui, com alguma relação com o teatro da SMDC ou não, que, na posse de novos dados, nos façam chegar os mesmos através de correio electrónico ou por qualquer outro meio, para, desse modo, reconstituirmos a vida na nossa colectividade nas diferentes vertentes.

 




Restaurante

Um local onde
a tradição perdura
219809200


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04.10.2006
A Sociedade Musical e Desportiva de Caneças viveu mais um fim de semana de festa e de ampla actividade.

Já na Quinta e Sexta-feira passadas, o grupo “Artecanes Teatro”, teve esgotada a lotação no Centro Cultural da Malaposta para apresentação da peça “Cama, Mesa e Roupa Lavada”.

Durante os dias de Sábado e Domingo, realizou-se a V edição do Torneio de Futebol Jovem (Escolas e Iniciados) da SMDC , que trouxe a Caneças as equipas do Odivelas FC, SL Benfica, CF “Os Belenenses” e Sporting CP. Cerca de 160 miúdos tiveram a oportunidade de praticar a sua modalidade preferida e de conviver num ambiente de festa na companhia dos seus familiares.

Também no Domingo, a Banda Filarmónica da SMDC , esteve presente no 17º Festival Internacional de Bandas da SF União Arrentelense, acedendo assim, ao convite formulado pela sua congénere da Arrentela.
Mais uma jornada de boa múscia e franco convívio entre Bandas, onde a nossa presença é cada vez mais solicitada, fruto do reconhecimento do trabalho que todos temos feito em Caneças.


Ainda no Domingo, a equipa de Futsal Masculino (Seniores), fez o seu primeiro jogo no Campeonato da II Divisão da AFL. A equipa de Futebol 11 (Seniores) foi convidada e participou no jogo de inauguração do novo relvado sintético do Encarnação e Olivais, em Lisboa.

Só a grande autonomia que caracteriza todas as Secções, permite tão grande flexibilidade de actividades quase em simultâneo.

Um ano depois da inauguração do relvado do Campo da Lapa, e a atravessar a crise económica motivada pela ausência de apoios do poder central, continuamos a trabalhar para que a oferta desportiva e cultural, em Caneças, seja cada vez maior e tenha melhor qualidade.

Estes são apenas exemplos da actividade que mantemos semana a semana.
Nos próximos dias, quando os campeonatos começarem e todas as actividades estiverem a funcionar em pleno, fica-nos o grato prazer do dever cumprido e a certeza de que continuaremos a tentar melhorar o que pudermos.

Esta foi, é e será sempre a nossa maneira de estar...

A Direcção,

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